Ônibus lotados e dando prego no meio da rua

Como disse o grande compositor e cantor Zé Ramalho em uma de suas músicas imortais: “Ê,ê,ô, vida de gado...Povo marcado ê...Povo feliz”. Como o gado, amontoado no curral, os usuários do sistema de transporte coletivo, paga o pão que o demônio amassou no seu dia a dia. Apesar do povo de Porto Velho pagar uma das tarifas mais caras do Brasil o sufoco do povo começa ainda nas paradas, quando todo mundo tem que empurrar e acotovelar alguém para poder entrar no ônibus que na maioria das vezes já passou horas para aparecer.

Mas esse empurra-empurra, amassa pra cá – arrasta porá lá é apenas o começo de uma tortuosa viagem para o bairro, com gente que fica mais imprensado que ovo de traveco dentro da calça jeans. Aí, quando todos rezam para chegar em casa, bem no meio da vigem o motor do ônibus começa a fumaçar, dá uns sopapos e pifa de uma vez. Fula da vida, cada passageiro começa a descer do “cacareco” e mesmo sem ter culpa da pane mecânica do veículo, o pobre do motorista e a cobradora é quem pagam o maior mico, porque suas mães viram tudo o que não presta na boca dos passageiros. Vem outro ônibus entupido de gente e aí é que a vaca torce o rabo mesmo. É ou não é vida de gado?

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